SORRI... Quando a dor te torturar E a saudade atormentar Os teus dias tristonhos, vazios SORRI Quando tudo terminar Quando nada mais restar Do teu sonho encantador SORRI E quando o céu perder a luz E sentires uma cruz Nos teus ombros cansados, doloridos SORRI Vai mentindo a tua dor E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor Que és feliz.(Chaplin) http://www.youtube.com/watch?v=XOLn2KEDxwA
Gostar é tão fácil... Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Tenho visto muito amor por aí: amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos... Amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões. sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira... Ter razão é um perigo: em geral, enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão. Ponha a mão na consciência! Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não... Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo, deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E, sem soltar a criança, nenhum amor é bonito. Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Adie sempre, se possível, com beijos, aquela conversa importante que precisa ter, arquive se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como a sinceridade, não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito), abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente. Jogue pro alto todas as jogadas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs, falando besteiras, mas criando sempre, sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança sem medo de dizer: eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor ou bonitar (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Quem é seu melhor amigo? Envie isto para todos seus melhores amigos.
Mesmo para mim, se eu for um deles. Veja quantos você recebe de volta.
Se você conseguir mais de 3, então você é realmente uma pessoa cativante ♥→
CAMPANHA!!! AMIGOS TAMBÉM DIZEM: ▒▒▒▒▒▒─▒▒▒▒▒────▒▒▒───▒▒─▒▒───▒▒▒─ ▒▒▒▒▒▒─▒▒▒▒▒───▒▒▒▒▒─▒▒▒▒▒▒▒─▒▒▒▒▒ ──▒▒───▒▒──────▒▒─▒▒─▒▒▒▒▒▒▒─▒▒─▒▒ ──▒▒───▒▒▒─────▒▒─▒▒─▒▒─▒─▒▒─▒▒─▒▒ ──▒▒───▒▒──────▒▒▒▒▒─▒▒───▒▒─▒▒─▒ ─▒▒───▒▒▒▒▒───▒▒▒▒▒─▒▒───▒▒─migos chegam enossas vida sem precm
TENHA UM FDS ABENÇOADO E CHEIO DE AMOR... Bjo doce da Fe
Refletir...
Laços e Punhais
Certa vez errei uma tecla do computador, e em lugar de "perdas" saiu "peras".
Eu ia corrigir mas li de novo, achei muito mais bonito e deixei assim. Ninguém reclamou, nem os revisores.
Quem sabe um dos que estudam minha obra, preparando com a maior gravidade sua dissertação ou tese, pare, pense, morda a ponta da caneta ou fique olhando o computador, perplexo. Para depois discorrer filosoficamente sobre aquelas frutas perdidas num texto que nada tinha a ver com elas.
Dessa maneira acontecem mal-entendidos: amizades se perturbam, amores se rompem, pessoas se desencontram e magoam.
— Mas você tinha dito peras!
— Não, eu falei perdas!
— Peras...
— Perdas...
Perdeu-se nesse jogo inconsistente um pedaço de vida, um brilho de entendimento se apagou.
— Eu ia dizer que você me faz "muita falta", mas você entendeu "Você está em falta"... comigo, com a vida, consigo mesmo.
E passamos meia hora evitando nos olhar de frente, nesses momentos o universo esteve em desconserto, e nós desconcertados.
Quando eu era menina, certo dia num almoço fiquei observando a família à mesa, e aquelas pessoas tão conhecidas me pareceram umas enormes salsichas com tufos de pêlos no alto, bolinhas se mexendo (chamadas olhos — ansiosos, tranqüilos, amorosos ou hostis) e aquele furo no centro que se abria e fechava emitindo sons. A boca do beijo, do silêncio ou do insulto.
As outras salsichas também olhavam com seus botõezinhos de vidro brilhante, viravam-se para os lados, agitavam mãos ou abriam e fechavam seus furinhos-boca respondendo.
Palavras esvoaçavam sobre a mesa como bilhetes, sinais de fumaça ou borboletas perdidas. Um falava, outro compreendia e devolvia sinais sonoros. Mas de repente alguém não ouviu direito: os olhinhos ficaram duros, os sons da boca estridentes, ou baixos mas furiosos.
Agitação na sala de jantar. Briga em família.
Então nem sempre que alguém dizia "flor" o outro pensava "flor"? E podia entender "pedra"? Em lugar de enviar sobre a mesa palavras-borboleta, jogavam palavras-pedra? Nada era simples. O mundo se desarrumava um pouco por causa desses mal-entendidos.
Até ali, para mim palavras eram objetos mágicos: agora via que podiam ser traiçoeiros. Belos de olhar, mas duros, com arestas cortantes; caramelos de vários sabores que eu deixava rolar na boca com delícia, porém a gente podia se engasgar, até morrer.
Não era só prazer a linguagem: peras, perdas, fazer falta, estar em falta ou sentir falta. Desacordo, desconserto.
Ambivalentes como nós, palavras preparam armadilhas ou abrem portas de sedução. Embalam ou derrubam, enredam em doces laços, ou nos matam dolorosamente — como punhais. Lya Luft
AMIZADE... Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos